Dança, experiência de vida - María Fux

13:57


Olá queridos! Hoje trouxe os trechos que grifei e de certa forma me saltaram aos olhos durante essa leitura! Este livro tem 139 páginas. Minha nota foi 5/5 estrelas.

(atenção! Esse post e imagens podem contem spoiler, não me responsabilizo!)


"é preciso trabalhar o aluno como uma pessoa inteira, com sua afetividade, suas percepções, sua expressão, seus sentidos, sua crítica, sua criatividade..." (Pg 05)

"Aquelas danças que não foram apagadas da nossa alma e que, estimuladas, é possível fazer aflorar à nossa pele." (Pg 10)

"tudo o que somos, somos porque sentimos, porque nos movemos." (Pg 12)

"Busca caracterizada pela fé no homem inteiro, independente do rótulo de normal ou excepcional, ouvinte ou surdo, falante ou mudo. Simplesmente, homem vivo!" (Pg 12)

"A experiência do corpo é descobrir o ritmo interno através do qual se pode mobilizar a via de comunicação que há em seu interior. Para isso, o corpo deve ser motivado e, sobretudo, ter um sentido: por que me movo e para quê." (Pg 37)

"encontro no espaço movimentos únicos que me expressam, que deslizam como as horas que me envolvem. Desejam projetar-se, querem entregar-se, e meu corpo é esse meio." (Pg 39)

"As cinco posições respondem a uma concepção de beleza e de realidade alheias à época em que vivemos. Hoje, a dan ça necessita outro tipo de comunicação; não pode estar ali- jada da sociedade em que vivemos nem dos problemas do homem cotidiano. A dança não deve ser privilégio daqueles que se dizem dotados, ela deve ser ministrada na educação comum como uma matéria de valor estético, de peso forma- tivo, físico e espiritual. Com uma capacidade e possibilidade de buscar a criação de cada um de acordo com o desenvolvi mento." (Pg 40)

"Movimentos que eram perguntas e respostas em mim e que desenvolviam palavras" (Pg 43)

"Esse reconhecimento de que cada palavra tem ritmo próprio faz com que lenta- mente possamos depois utilizar o silêncio, porque já não es- tamos apoiados nos estímulos audíveis. Palavras-mãe são pa- lavras que não mudam através da vida." (Pg 47)

"o principal instrumento do homem é seu corpo e não se pode fazer outras pessoas sentirem um trabalho com instrumentos musicais sem se ter tido a experiência de sen- sibilização corporal apropriada." (Pg 51)

"Então, podemos nos perguntar sobre o que ocorre nos concertos. A resposta é que, se pudéssemos dar livre mobili- dade à música que nos penetra, seguramente nos mobiliza- ríamos. Mas, nossa cultura e nossos medos fazem com que não nos movamos mesmo que a música nos penetre, mesmo que sintamos que nosso corpo se move." (Pg 51)

"A música às vezes se transforma em algo Vivo que nos permite senti-la como se a tivéssemos escrito" (Pg 52)

"A música não pode dividir-se: tem de ser vivida na totalidade pelo corpo, em todas as etapas, desde a infância até a idade adulta." (Pg 52)

"A vivência musical se amplia e se enriquece quando se estende ao corpo." (Pg 52)

"Com isto fica de certo modo esclarecido que não é pre- ciso ser bailarino para poder adquirir uma experiência cor- poral da música." (Pg 53)

"Nunca sen- ti a música tão em profundidade como quando me movia. A possibilidade de poder utilizar meu corpo no espaço e mo- delar os sons com minhas mãos deu-me outra dimensão da compreensão musical" (Pg 53)

"Daí que os surdos, ao improvisar, conseguem resultados excepcionais de compreensão musical e muitas vezes suas danças são, em sua estrutura musical, melhores que as dos próprios ouvintes." (Pg 54)

"é na improvisação onde em rea- lidade pode ver-se o assimilado e fundamentalmente trans- formado ou enriquecido com novas explorações. As impro- visações fazem as crianças e adultos desejarem ser eles mes- mos, pela expressão de seus corpos e sentindo a música à sua maneira." (Pg 62)

"O que é o silêncio dentro de mim?" (Pg 65)

"Ir conectando-se com o que estava fluindo na música" (Pg 98)

"A experiência realizada em aulas com crianças heterogêneas, afetadas por problemas di- ferentes, me autoriza a considerar a dança como uma autêntica terapia." (Pg 99)

"O silêncio pode ser dançado" (Pg 101)

"O espaço que nos rodeia é um elemento vivo e pode con- verter-se em algo sensível se utilizamos nosso corpo como instrumento." (Pg 101)

"O caminho da dança é a verdade, o corpo não engana quando se expressa" (Pg 106)

"Creio que de- vemos realizá-la de qualquer maneira, escutando o ritmo de dentro. Obedecer qualquer movimento, mas dando tudo de dentro para fora. Quer dizer, pensar, viver e mover-nos com o ritmo de nossa alma. Quer seja melancólico, diabólico, ale- gre ou feliz e creio que, acima de tudo, é também uma bela forma de liberar-nos de nossos queridos fantasmas. Nem por isso deixo de considerar a importância da música, que deve ser maravilhosa, ainda que eu a perceba muito pouco. Penso que nós, quando dançamos, também somos maravilhosos; nossos argumentos, nossos relatos íntimos, nossa própria vi- da pode ser expressa em movimentos com música ou sem ela. Não importa como, onde e quando..." (Pg 110)

"A dança é um meio de comunicação e de criação" (Pg 112)

"O corpo não sabe mentir quando se move" (Pg 124)

"Surgiu a poesia como uma força viva. Não só como palavras e sim como imagem cotidiana, onde o poeta e eu, do mesmo modo que acontecia com a música, podíamos utilizar uma só linguagem, que era nesse caso meu corpo." (Pg 133)



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